sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

dEPRESSÃO pÓS-fODA & dROGAS mÍSTICAS


O baixista da Viana Moog, Cezar Emannuel Jr - vulgo JR (à esquerda na foto. O cara da direita é um índio apache: qual banda não gostaria de um 'privilégio exótico' desses na formação?) - entregou "segredos de produção" sobre o álbum de estréia.

JR conta que, basicamente, a criação passou por duas partes: "A primeira, instrumental, nasceu de jams sessions e riffs que cada um de nós apresentava. A outra, de melodia e letra, ficou a cargo do nosso vocalista e poeta, o Cidade".

Grande parte das músicas do disco, que tem a mão de Iuri Freiberger, foi criada num quarto minúsculo, no município de São Leopoldo (grande Porto Alegre, onde também há grande quantidade de loiras o metro/quadrado).

Foi lá que, entre 2003 e 2005, ensaiaram o repertório: " Dependendo da análise, é um disco que pode ser: maldito, sujo, proibido para menores e não muito recomendado para maiores mais inocentes", aposta JR.

Santo Estéreo

É a nossa música mais "Pixies". Tem barulheira junto com pop. A letra tem uma coisa que, de fato, para nós existe: depressão pós-foda

Chagas Adesivas

Nasceu da loucura de juntar dois baixos tocando ao mesmo tempo. O Luciano teve a idéia pra dar peso, e funcionou



Fleck

Essa foi uma das primeiras composições feitas após "pós-Boemia Adolescente". A primeira vez que experimentamos a troca entre guitarra e baixo. Na época, eu tocava guitarra nessa música. Talvez ela seja o nosso contato mais próximo com o chamado "pós-rock". Se é que existe esse lado na banda. Aqui estaria ele

Vertiplano

Feita quando trocamos de baterista. É a chegada do Marcos (Walverdes) à banda. O Riff já tinha sido apresentado ao outro baterista e não rolou. Nessa faixa, o Luciano toca baixo e eu toco guitarra

Garota Católica Mártir

Essa é o nosso "lado Stone Roses", segundo o Cidade. É uma das lentas do disco. A banda sempre teve esse lance de guitarra e barulho, porém, também gostamos de experimentar com músicas mais lentas. Até pra dar uma pequena quebra. A letra fala de uma mulher e seu amante

O Melhor do Espírito

Surgiu da colagem de dois riffs. O Cris tinha um cd cheio de coisas, de onde tiramos a parte base

Pollock no Olho Esquerdo

O título se refere a uma mancha que o Cidade via no olho esquerdo dele - algo como "uma pintura de Jackson Pollock". Chamávamos ela de reggae. Por achar que era o nosso lado mais reggae. Essa também foi feita na entrada do Marcos

Streaptease Revolver

É muito provável que tenha sido inspirada na biografia do grande Chet Baker. Ela até já tinha sido gravada antes, mas o resultado foi colocado na gaveta. Aqui ela ganhou mais coesão

Twiggy

"Ninho de pregos e felpas, durmo no teu berço de seda". Essa é a nossa surf music. Se é que posso usar esse termo em algo feito pela Viana

Scott

Essa é a regravação de uma demo-tape. Gostávamos dela e pensamos em incluir no disco. É o lado mais 90 da Viana. Regravamos ela com mais peso e um pouco menos arrastada do que na gravação antiga. É a letra mais longa

Transmickey

Gravada em algum demo também. Mas modificamos toda ela. Aqui tem uma frase ótima do Cidade: "Um abraço que não era abraço, de um amigo que não era amigo"

Luxo Elétrico

Essa música fala sobre vida a dois e separação. O objetivo era que a sonoridade tivesse o peso, junto com barulheira, claro

Casa dos Gatos

Outra surgida da junção dos dois baixos. Juntamente com uma guitarra de garagem. Possivelmente essa tal "Casa", tenha realmente existido. O resto talvez seja apenas ficção, talvez não


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