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"Ele morava na Bahia, que, na época, não era centro gerador de mídia. No tempo entre Raul ir de Salvador para o Rio, e solidificar-se no meio, contaram seis anos. Nesse período, a gente se projetou".
Divertido capítulo, que deverá ser editado no livro de memórias que o Tremendão vem escrevendo, envolve seu "camaradinha" Raul - e uma bebedeira daquelas. Ele conta: "Fui a um aniversário de Raul em sua casa. Na época, ele estava casado com Gloria Varquer. O presenteei com um litro de uísque, que secamos naquela noite".
No final da festa, Raul deu-lhe um LP de sua coleção (uma sessão de Elvis ao vivo), no qual deixou grafada uma dedicatória. Erasmo foi embora para casa. No dia seguinte, de ressaca, foi ler:
"Não entendi nada. Eram incríveis garranchos. Minha mulher leu e também não entendeu". Ela sugeriu: "Vamos levar para um farmacêutico, que saca letra de médico. O cara não decifrou". Passam-se os anos, afirma Erasmo, e ninguém decifra a mensagem.
*Um dos muitos extras da reportagem "Moleque Maravilhoso", Rolling Stone 35.
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